Sensualidade ou erotização?

Afinal, o que é preferível? Uma pessoa sensual ou erótica? Num primeiro momento, a linha que separa as duas definições pode parecer tênue e, às vezes, até se confunde. Mas não deveria. Uma colega diz que prefere a sensualidade à erotização e explica de forma categórica que neste segundo caso as pessoas ficam expostas como um pedaço de carne.

sensualidade do casal

A pesquisadora Celuy Damásio vê na banalização do sexo na mídia um possível elemento deformador da personalidade do adolescente. Ela aponta para o risco de a juventude desenvolver a sexualidade dissociada de conceitos como amor, carinho e afetividade.

Apelar para a erotização não é o melhor caminho. Quem faz isso corre o risco de se tornar vulgar, ou, como diz a minha colega, pode se transformar em um pedaço de carne na vitrine para quem quiser levar.

A sensualidade e a erotização também pode ser muito benéficos para o casal como um estimulante sexual feminino e masculino, isso porque estimula o casal a praticar mais sexo e manter uma relação saudável.

A sensualidade, por sua vez, não é algo explícito e nada tem a ver com beleza física ou idade. Muitas pessoas, mesmo não sendo enquadradas nos padrões de beleza da mídia, exalam sensualidade. A sensualidade é um estado de espírito.

Ela é mais positiva e faz parte do jogo de sedução entre os casais. Um olhar, um gesto, uma palavra, uma atitude de carinho, o modo de andar, de agir, valem mais do que uma cinta-liga, uma jaqueta de couro.

A sensualidade do olhar, o mais doce e penetrante, exprime o que é mais profundo. Toda pessoa tem seu encanto, sua sensualidade e pode e deve usá-la no jogo da sedução, para apimentar e melhorar a vida sexual.

Nos últimos anos, temos visto uma certa banalização do sexo. Há pouco tempo a televisão mostrou uma matéria sobre os bailes funks no Rio de Janeiro, onde algumas mulheres iam sem calcinha, com o propósito de fazer sexo nos chamados trenzinhos, de forma inconsequente e insegura. Uma brincadeira arriscada, que pode trazer sérios prejuízos físicos e emocionais aos participantes.

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), metade das gestações é indesejada e uma a cada nove mulheres recorre ao aborto. No Brasil, os cálculos mostram que o índice de abortamento é de 31%. Ou seja, ocorrem aproximadamente 1,4 milhão de abortos espontâneos e inseguros, com taxa de 3,7 para cada 100 mulheres. A gravidade da situação também se reflete no SUS. Só em 2004, 243.988 mulheres foram internadas para fazer curetagem pós-aborto.

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